Reforma Ortográfica
Eu não sou totalmente contra a Reforma Ortográfica, mas tenho que admitir que algumas alterações não fizeram o menor sentido e até mais atrapalharam do que ajudaram. Exemplo maior é o trema, que diferenciava algumas palavras em relação a pronúncia.
Exemplo são as palavras consequencia, linguiça, etc. A criança vai perguntar: “Mas professora, se eu não pronuncio o u depois de g ou q, porque tenho que pronunciar nesses casos?”. “Porque sim”. “Não tem nada que me ajude a saber em quais palavras eu pronuncio e em quais eu não pronuncio?” “Não.”
E em falar em alterações, porque não alteraram a imensidão de porques que temos (e eu sempre uso errado)? Existe mesmo a necessidade de termos porque, porquê, por que e por quê? Eu (e muitos outros) nunca vou aprender a usá-los corretamente.
E para finalizar, tenho que citar a morte do acento diferencial, que assim como o trema era super importante e com sua exclusão agora temos que aguentar frases como essa escrita em um folheto de uma instituição de saúde:
E aí ficamos na dúvida: Eles estão distribuindo dor para as pessoas ou eles estão dizendo que a dor atrapalha a vida das pessoas? Lógico que no contexto todos sabemos do que estão falando, mas ainda assim fica estranho e em outras frases a confusão pode ser maior.
Será que a tal reforma foi um bumba-meu-boi (tem hífen?) qualquer, ou realmente foi discutido antes de se fazer? Porque (provavelmente errado) não me parece que eles se preocuparam muito com a confusão que iriam criar.